"Mens Sana in Corpore Sano" A expressão foi popularizada pelo provérbio latino "Mens Sana in Corpore Sano" o que significa simplesmente "Mente sã em corpo são". Este provérbio pretende chamar a atenção para a união e complementaridade existente (ou que deve existir) entre o corpo e a mente.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Após treinos longos, isotônicos são usados para repor micronutrientes
Indicadas quando há perda de glicose e sais minerais, as bebidas isotônicas não devem ser confundidas com água. Suas funções vão além da hidratação
Repor as energias rapidamente. Assim pode ser descrita, resumidamente, a principal função das bebidas isotônicas. Estas possuem concentração semelhante aos fluidos corporais, de forma que podem ser transferidas, facilmente, para a corrente sanguínea, repondo perdas causadas por transpiração excessiva ou diarréia. Os repositores hidroleletrolíticos têm se tornado o suplemento mais consumido por praticantes de atividade física.
Funções importantes
São bebidas isotônicas a água de côco, o soro caseiro e os industrializados líquidos coloridos de sabor forte vendidos em garrafinhas de plástico e distribuídos em copinhos em grandes corridas. Mas, corredor, é bom ficar atento. Nem sempre o seu consumo é recomendado.
Palavra da especialista
"Toda atividade física faz com que o organismo perca água, mas nem sempre é necessária a reposição de glicose e sais minerais. Para corredores de 10km e até uma hora de corrida não há necessidade da utilização de bebidas isotônicas. Em corridas acima de uma hora, como, por exemplo, as 10 milhas (16 km), meia maratona ou maratona há necessidade do uso de isotônicos" Cristiane Perroni, nutricionista do EU ATLETA.
Recomendações
A nutricionista também aponta que a função deles é repor a perda de eletrólitos, como o sódio, o potássio, entre outros, também a perda de água e de glicose, retardando, assim, a fadiga muscular, a hipoglicemia e a hipotensão.
Mas nada de consumir sem indicação, afinal, isso pode causar alteração de pressão, já que se estaria consumindo micronutrientes em excesso.
Hidratação é feita com muita água e, quando for necessária a reposição, aí sim, entra o isotônico. E se está na dúvida se vai beber o de frutas cítricas ou de limão, não se preocupe, os diferentes sabores não interferem no efeito da bebida. Escolha o que agrada mais o seu paladar e fala boas corridas!
Melhora da aptidão física na infância reduz o sobrepeso na adolescência
Segundo pesquisa, este seria um benefício a ser incorporado para a vida adulta, o que enfatiza a importância da prática de exercícios para crianças
Um estudo fruto da parceria de vários laboratórios europeus foi publicado recentemente na revista oficial do Colégio Americano de Medicina Esportiva. No trabalho realizado, 600 crianças, meninos e meninas, de 8 a 10 anos com peso normal foram acompanhadas durante um período de seis anos para identificar fatores que durante a infância determinam o desenvolvimento de sobrepeso e obesidade na adolescência.
Foram analisados fatores como aptidão física, fatores demográficos e educacionais, além da herança de sobrepeso paterno. Todas as crianças passaram por testes de avaliação de aptidão física no início e no final do estudo e tiveram monitorados seus índices de massa corporal (IMC) para diagnóstico de sobrepeso e obesidade. Nas conclusões obtidas no estudo foi constatado que os meninos apresentavam maior incidência de sobrepeso e obesidade que as meninas. Foi também observado que não havia influencia do nível educacional dos pais no ganho de peso dos filhos.
Como seria de esperar, o maior IMC dos pais também representava um fator de maior prevalência de obesidade nos filhos, caracterizando a influencia da herança genética. Entretanto, o que mais chamou a atenção dos pesquisadores foram os resultados obtidos a respeito da influencia da melhora da aptidão física na prevenção da obesidade.
Muito mais do que a influencia do sexo, nível educacional ou herança genética, a melhora da aptidão física foi o fator que mais interferia na prevenção da obesidade. As crianças que mostraram melhora da aptidão física durante o intervalo do estudo, fruto de um estilo de vida mais ativo, foram literalmente “blindadas” do ganho excessivo de peso.
Segundo os pesquisadores este seria um benefício a ser incorporado para a vida adulta, o que enfatiza a enorme importância do estímulo à prática de exercícios para crianças já durante a infância, representando um verdadeiro legado a ser usufruído pelo resto da vida.
Estudo afirma que exercícios físicos regeneram células-tronco do coração
Pesquisa inglesa da Universidade John Moors comprovou, em teste feito com ratos, que as atividades promovem um aumento de 60% nas célulasUm estudo realizado em Londres descobriu que a prática de atividades físicas auxilia na regeneração das células-tronco do coração. Isso significa que é possível ter um coração mais jovem do que a própria idade. É uma maneira saudável de driblar o tempo. A relação entre o exercício físico regular e o coração já vem sendo estudada em diversos países. A professora inglesa Georgina Allison, que comanda uma equipe na Universidade John Moors, em Liverpool, propôs uma rotina de duas semanas de exercícios físicos a um grupo de ratos de laboratório e descobriu que eles tiveram um aumento de 60% nas células-tronco do coração, que estavam adormecidas e foram despertadas com a prática.
- As células-tronco produzem células musculares e vasculares. Se você não está praticando exercício físico, você tem um menor número de células e menos células ativas para realizar um trabalho.
Trabalhando no King´s College de Londres, a professora continua os estudos para saber se a relação é a mesma no coração dos seres humanos.
- Estudamos pessoas que tiveram ataques cardíacos. Submetemos os pacientes a exercícios físicos e tentamos estabelecer uma relação entre as células-tronco e a redução da área infartada – afirmou Allison. Para regenerar as células-tronco, não é preciso ser maratonista. Bastam 30 minutos de exercício aeróbico por dia, de preferência intervalados, com picos de esforço e períodos de recuperação.
- Eu corro e desde que descobrimos os efeitos do treino intervalado, mudei minha rotina de exercícios – disse a pesquisadora.
No Brasil, existem oito centros de tecnologia celular que também estudam as células-tronco. O cientista e professor Stevens Refen potencializa a opinião dos benefícios causados pela prática regular de esportes.
- A partir do momento em que você descobre que uma atividade física é capaz de regenerar o coração, você pode ter um coração novo, apesar da sua idade, dependendo do exercício físico que você fizer. Na mesma linha deste estudo de Liverpool, há um outro americano que analisa o impacto dos exercícios físicos, não no coração, mas no cérebro: há duas regiões no cérebro, que se chamam hipocampo, responsáveis pela formação da memória. Esse estudo indica que o exercício físico faz com que a pessoa consiga gerar novos neurônios. Não há nada mais importante do que essas provas para justificar a boa prática de esportes - finalizou Refen.
E você? Ainda está tentando arrumar uma motivação para levantar do sofá? Mexa-se!
Dados científicos apontam para os problemas do uso de anabolizantes
O nosso artigo da última semana sobre uso irresponsável de anabolizantes, como era de se esperar, causou um furor agressivo de alguns. Depois de análise fria, decidimos manter a luta que não é só nossa, mas da Medicina contra usos e abusos de medicamentos anabolizantes por jovens, desinformados e certamente enganados por colegas e vendedores pela internet.
Com afirmações de que o uso controlado não traria problemas, vendem até óleos veterinários para aumentar a massa muscular de humanos. Vamos aos dados científicos, segundo os médicos pesquisadores Parkinson AB e Evans NA, no artigo “Anabolic androgenic steroids: a survey of 500 users” publicado no Med Sci Sports Exerc 2006: temos informação dos seguintes efeitos colaterais: atrofia testicular (63,6%); acne (63,4%); insônia (51,2%); estrias (44,4%); alteração do humor (42,8%); disfunção sexual (24,6%); ginecomastia (23%).
Anabolizantes eu atleta (Foto: Agência Getty Images)Uso de anabolizantes para ganhar músculos gera problemas para a saúde (Foto: Agência Getty Images)
A pesquisa de Ebenbichler CF, Sturm W, Ganzar H et al. “Flow-mediated, endothelium-dependent vasodilation is impaired in male bodybuilders taking anabolic androgenic steroids. Atherosclerosis 2001”, é assustadora. Mostra que o uso indevido e de não indicação médica com o passar das semanas aumenta o risco de aterosclerose por elevação do colesterol ruim LDL para níveis acima de 180mg% (ideal ao redor de 100 a 120 mg%), diminuição importante do colesterol protetor HDL para níveis próximos de 15mg% (normal acima de 40 mg%) e outra pesquisa de Sullivan ML e colaboradores “The cardiac toxicity of anabolic steroids. Prog Cardiovasc Dis 1998” mostrou que o PCR ultra sensível (marcador de forte inflamação celular) aumenta até três vezes mais que o normal (300% a mais). Além disso, a retenção hídrica e de sódio gera o desenvolvimento de hipertensão arterial com suas consequências patológicas cardiovasculares e lesões renais.
Outra fonte de informações da gravidade do uso é o site www.steroid.com que indicou outros efeitos relatados nas pesquisas médicas: cistos hepáticos hemorrágicos, arritmias cardíacas, retardamento ou abolição do crescimento por ação nas epífeses ósseas e calvície. Como não acreditam que ocorreram mortes de atletas usuários aqui estão três que já foram divulgadas: fisiculturista alemão Munzer e jogadores de futebol americano: Korey Stringer e Eraste Autin.
Efeitos psíquicos dos anabolizantes em indivíduos inicialmente sadios:
- 25% dos indivíduos sofriam de algum tipo de transtorno de humor, desde mania e transtorno bipolar até depressão profunda Pope e Katz, (1994).
- Ocorreu correlação entre uso de esteroides anabolizantes e um decréscimo na tolerância à frustração ou performance pobre. Daigle (1990)
- Comparação entre jovens atletas usuários e não usuários de anabolizantes mostraram uma maior agressividade, maior impulsividade e menor cooperatividade do primeiro grupo em relação ao segundo grupo Lise (1999)
- Uso de anabolizantes levam a atos agressivos em geral, mudanças súbitas de temperamento, síndromes comportamentais, aumento da irritabilidade, raiva e hostilidade, ciúme patológico, alterações da libido segundo Silva e colaboradores (2002)Bem, o esclarecimento para que se evite o uso de esteroides anabolizantes continua e esperamos que os responsáveis e familiares de prováveis usuários os ajudem, apenas esclarecendo os riscos inúteis e graves a que se submetem. Para uma boa forma corporal, o treinamento por profissional e orientação nutricional são perfeitamente suficientes.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
O efeito do exercício sobre o trato gastrointestinal
O exercício predominantemente aeróbio e de longa duração, como aquele executado por maratonistas, triatletas e ciclistas, pode provocar sintomas gastrointestinais. Inúmeros estudos afirmam que de 20 a 50% da população, praticantes de esportes de longa duração, apresentam pelo menos um sintoma. Os sintomas são divididos em superiores (vômitos, náuseas e pirose retroesternal - azia) e inferiores (diarréia, cólica abdominal, perda de apetite, sangramento, aceleração dos movimentos intestinais e vontade de defecar).
A causa dos sintomas gastrointestinais durante o exercício é multifatorial e inclui a redução do fluxo sanguíneo intestinal, a liberação de hormônios gastrointestinais, o estresse mecânico sobre o trato gastrointestinal, a desidratação, os fatores psicológicos, o sexo (mais comum em mulheres), a dieta e o nível de treinamento do indivíduo.
Os indivíduos destreinados ou atletas que retornam ao treinamento após um período de inatividade apresentam maior incidência de sintomas gastrintestinais, principalmente com treinamento de alta intensidade.
Quanto à dieta, a ingestão de altas quantidades de suco de laranja, comidas gordurosas, proteínas, vitamina C, bebidas hipertônicas (concentradas) de carboidratos, alimentos ricos em fibras e grandes refeições antes de competição predispõem à manifestação de sintomas gastrintestinais
Tratamento e prevenção
Algumas medidas podem otimizar a digestão e a absorção dos alimentos durante o exercício e reduzir a ocorrência dos sintomas gastrintestinais:
1) Aumentar apropriadamente o volume e a intensidade do treinamento;
2) Planejar o regime de hidratação durante as sessões de treinamento e a competição (ingerir 200ml de água pelo menos a cada 3Km;
3) Evitar o consumo de soluções hipertônicas (concentradas) de carboidratos; indicação do uso das bebidas isotônicas (contém carboidrato, vitaminas e minerais) para evitar a desidratação. As bebidas isotônicas são líquidos que apresentam osmolaridade muito próximo a dos fluidos corporais (280-340 mosmol/kg), sendo rapidamente absorvidos após o consumo. Um líquido pode ser hipotônico, quando sua concentração é menor que a do sangue, hipertônico quando a concentração é maior ou isotônico quando a concentração é igual a do sangue;
4) Evitar o consumo de dieta rica em fibras (granola, aveia, frutas laxativas, folhosos, etc), leite, alimentos gordurosos antes da competição;
5) Ingerir proteínas com moderação antes da competição (queijo magro, frios magros);
6) Evitar altas doses de vitamina C e bicarbonato;
7) Defecar e urinar antes do exercício.
O exercício, principalmente o de baixa intensidade, tem efeito protetor sobre o trato gastrointestinal. Alguns estudos indicam uma relação inversa entre a atividade física e as doenças do trato gastrointestinal tais como: o câncer de cólon, a diverticulite, a colelitíase (cálculo na vesícula biliar) e a constipação (“prisão de ventre”). Em relação ao câncer de cólon, existem evidências consistentes de que homens e mulheres fisicamente ativos apresentam uma redução de cerca de 50% do risco de desenvolverem câncer de cólon.
Obesidade é questão mundial e deve ser tratada por equipe interdisciplinar
O excesso de gordura corporal (sobrepeso ou obesidade) tem causa multifatorial, estando relacionado com o meio ambiente, estilo de vida, a genética, o sexo, o nível de atividade física, além da quantidade e qualidade dos alimentos ingeridos.
A obesidade é atualmente um problema de saúde pública mundial. Uma doença complexa e não apenas um problema de autocontrole, pois as pessoas entram em um ciclo vicioso de baixa auto-estima, depressão e compensação alimentar. É uma visão muito simplista acreditar que a obesidade seja um reflexo da ingestão excessiva ou da pratica da atividade física inadequada.
O alimento tem simbologia, confraterniza nas alegrias, ameniza os maus momentos, traz lembranças e aconchego."
Cristiane Perroni
Comemos não somente para manter nossas funções vitais e nutrir nosso corpo, mas principalmente para compensar o estresse diário, as alegrias e tristezas e nos relacionarmos. O alimento tem simbologia, confraterniza nas alegrias, ameniza os maus momentos, traz lembranças e aconchego.
O obeso ainda tem o estigma da preguiça e desleixo, mas o que falta é o auto-cuidado, investir na melhora da qualidade de vida, sair do sedentarismo, ter um estilo de vida mais ativo e saudável, apoio psicológico, ser motivado.
Para o tratamento da obesidade o ideal é ter uma equipe interdisciplinar: médicos (várias especialidades como psiquiatra e endocrinologista), nutricionistas, psicólogos, educadores físicos, fisioterapeutas. Isto seria o ideal, mas precisamos começar com o que é possível, com pequenos atos, mas contínuos e crescentes.
O princípio da Nutrição é a inclusão dos alimentos, diversidade, variedade, utilizando os vários grupos alimentares. Para montar o programa alimentar, devemos levar em conta o estado nutricional, preferências, intolerâncias e aversões alimentares, necessidades individuais, nível de atividade física, exames laboratoriais, história clínica e familiar, além do estilo de vida.
O programa alimentar deve ser individualizado, acompanhado de visitas frequentes, ter objetivos reais, rever metas, motivar, promover prazer, fazer parcerias e trocar informações com os demais profissionais que fazem parte do projeto.
Precisamos pensar na prevenção: incorporar novos hábitos de vida saudáveis, experimentar novos alimentos, praticar atividade física, ficar mais ativo, cuidar da mente, da alma e do corpo
Estudo mostra que obesidade pode se tornar 'irreversível' com o tempo
Pequisa indica que a doença é uma desordem que se auto-perpetua. Os Resultados enfatizam a importância da intervenção precoce na infância
Por GLOBOESPORTE.COM
Michigan, EUA
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Obesidade atinge mais de 500 milhões de adultos
e 43 milhões de crianças (Foto: Getty Images)
Cientistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, apresentaram uma pesquisa sobre obesidade mostrando que, quanto mais tempo uma pessoa fica acima do peso, maior é o risco da doença se tornar "irreversível". Este novo estudo revelou que a obesidade em ratos subtituiu o peso normal do corpo, fazendo com que esses camundongos passassem a ter um peso normal maior do que era antes. Todas as informações são do site "Medical News Today".
- Nosso modelo mostra que a obesidade é, em parte, uma desordem que se auto-perpetua e os resultados enfatizam a importância de uma intervenção precoce na infância para tentar prevenir a doença, cujos efeitos podem durar uma vida - afirmou o professor da Universidade de Michigan, Malcolm J. Baixa.
Uma das ferramentas mais úteis envolvidas no estudo foi o novo modelo de rato programado para "obesidade". Desse modo, foi possível monitorar os animais em diferentes fases do estudo e em idades diferentes, apenas ligando um interruptor que controla o apetite.
Obesidade é questão mundial e deve ser tratada por equipe interdisciplinar
Segundo os pesquisadores, os resultados abrem caminho para perguntas a serem feitas sobre o sucesso de regimes mais longos com corte de calorias e a realização de exercícios rigorosos.
- Em algum lugar ao longo do caminho, se a obesidade é autorizada a continuar, o corpo parece ligar um interruptor que reprograma para um peso mais forte. Os mecanismos exatos que causam essa mudança ainda são desconhecidos e requerem muito estudo. Isso vai nos ajudar a entender melhor o motivo de a recuperação do peso parecer quase irreversível - disse Baixa.
Atualmente, mais de 500 milhões de adultos e 43 milhões de crianças abaixo de cinco anos são obesos e as doenças relacionadas à obesidade estão no topo da lista de causas evitáveis de morte. Indivíduos obesos têm uma chance muito maior de desenvolver hipertensão, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares, por exemplo.
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