Halteres não servem apenas para construir músculos: eles são também a maior arma a serviço do homem na luta contra o excesso de peso, o envelhecimento, a depressão, a irritabilidade e até mesmo a estupidez. Ou seja, esses objetos de ferro fundido deveriam ser considerados de utilidade pública. Descubra agora por que eles são poderosos aliados da sua saúde física e mental. E explore todos os benefícios com um treino que vai fazer você viver mais e melhor.
Quem diria que os halteres poderiam ser considerados as mais eficientes ferramentas de exercícios já inventadas? Pois são. Um simples par de pesos ajuda todo homem a ganhar força e vigor físico, uma cintura mais fina e até a adotar uma atitude otimista perante a vida. "Ouvi essa verdade sobre os pesos pela primeira vez quando batia papo com um dono de academia. Ele me disse algo que na hora achei inusitado: "Se preciso ajudar alguém a perder 5 quilos, prefiro usar um par de halteres, e não uma esteira", conta o treinador Lou Schuler, ex-editor da Men’s Health americana, autor de vários livros sobre fitness e nutrição, como The New Rules of Lifting (As Novas Regras do Levantamento de Peso) e The Men’s Health Home Workout Bible (A Bíblia da Men’s Health para Treinar em Casa), inéditos no Brasil. Os médicos hoje poderiam prescrever um bom par de halteres (ou alguns pares, com diferentes cargas) para combater diversas doenças e ter uma chance razoável de acertar no tratamento. Como qualquer remédio, porém, eles só funcionam quando são bem utilizados. Conheça tudo o que esses objetos mágicos fazem por sua saúde e, para explorar ao máximo esses benefícios, adote nosso treino. São exercícios que trabalham o corpo todo, com variações que você incorpora à medida que se aperfeiçoa.
Os halteres combatem:
A GORDURA CORPORAL
Um dos superpoderes dos halteres é ajudá-lo a emagrecer. Digamos que você faça toda semana três treinos de uma hora com halteres: vai queimar em torno de 500 calorias não só durante os exercícios mas também depois. Essa queima posterior chama-se consumo de oxigênio em excesso pós-exercício (Epoc, sigla para excess post-exercise oxygen consumption). A aceleração metabólica provocada pela atividade faz seu corpo continuar usando carboidratos e gorduras como combustível mesmo depois que você pára de se exercitar. Ou seja, você queima pneus quando já está embaixo do chuveiro.
"Três horas semanais de treino com halteres podem gastar 650 calorias extras por dia de treino", afirma Gary Hunter, especialista em metabolismo da Universidade do Alabama (EUA). Como meio quilo de gordura tem 3.500 calorias, você pode limar de 1 a 2 quilos do seu abdome por mês se pegar pesado. "Para obter os mesmos resultados com uma opção de baixa intensidade, como caminhada, você teria de se exercitar por 100 minutos ao dia, sete vezes por semana", diz.
Os halteres combatem:
AS DOENÇAS CARDÍACAS E O CÂNCER
Se você adota o estilo de vida moderno - no trabalho, não levanta o traseiro da cadeira o dia inteiro e, em casa, se joga no sofá com o controle remoto na mão - fatalmente vai entrar para o grupo de risco de um infarto. Ou pode desenvolver uma condição dolorosa como a artrite. Vários tipos de câncer, como os de cólon, rim e reto, também têm sido associados à falta de exercício, ao excesso de peso ou à combinação dos dois fatores. Muitos desses problemas são conseqüências da perda gradual de força, função e flexibilidade dos músculos, como resultado da vida sedentária. Quando a musculatura perde tônus, o metabolismo diminui, a gordura aumenta e seu corpo fica menos resistente.
O exercício regular com pesos melhora a circulação sangüínea e ativa o sistema cardiovascular para oxigenar os músculos (o que diminui o risco de infarto), aumenta a tolerância à glicose (que reduz o perigo de diabetes), fortalece os músculos que dão sustentabilidade às articulações (afastando o risco de artrite) e previne o câncer de cólon, diretamente ligado ao sedentarismo.
Treinar com pesos oxigena os tecidos e diminui a taxa de gordura no sangue
Os halteres combatem:
A DECADÊNCIA FÍSICA
Se você nunca levantou pesos, os músculos do seu corpo chegam ao pico aos 25 anos. Depois dos 30, começam a encolher e ganhar mais gordura entre as fibras. A partir dos 40, você já estará perdendo 1% de massa muscular por ano. Mas pode se tornar mais forte e sarado aos 40 do que foi aos 20 anos. Estudos têm mostrado que treinar com cargas pesadas aumenta a resistência e a massa muscular e diminui a gordura corporal em qualquer idade. Tanto que, hoje, a musculação é considerada a atividade física ideal na terceira idade por combater a perda muscular e fortalecer ossos e articulações. Se você não quer chegar aos 70 anos gemendo ao levantar da cadeira, comece a malhar agora.
Na academia, halteres podem ser mais versáteis do que aparelhos: eles acionam outros grupos musculares além daquele que você está exercitando, afinal, você precisa de apoio para estabilizar o movimento principal, o que contribui também para melhorar seu equilíbrio.
Os halteres combatem:
A ANSIEDADE E A DEPRESSÃO
Os pesquisadores já provaram que a prática de exercícios físicos é capaz de aliviar a ansiedade e a depressão. Durante e imediatamente após a atividade física, o cérebro libera na corrente sangüínea endorfinas, substâncias calmantes que promovem em todo o corpo uma sensação de relaxamento, tranqüilidade e bem-estar. Inicialmente, esse efeito positivo era atribuído apenas à prática de exercícios aeróbicos, como corrida, caminhada e natação, mas os pesquisadores já estenderam os benefícios também ao trabalho realizado com a ajuda dos halteres. "A musculação exerce exatamente o mesmo efeito positivo sobre o humor que os trabalhos aeróbicos", garante John B. Bartholomew, autor de um estudo sobre o tema na Universidade do Texas (EUA).
A pesquisa norte-americana comprovou que logo após um treino pesado com halteres há um período de certo desconforto no corpo. Entretanto, passado esse tempo inicial, a sensação que se estabelece é bastante semelhante à que é deixada pelos exercícios aeróbicos com a liberação das endorfinas no sangue pelo cérebro. É por essa razão que você se sente de bem com a vida, com um sorriso que vai de orelha a orelha, quando sai da academia - inclusive quando vai participar daquela reunião chatíssima em seguida.
Malhe sua massa cinzenta: seu cérebro também fica mais ágil quando você treina
Os halteres combatem:
A ESTUPIDEZ
Quando você faz exercícios intensos e desafiadores, coloca também seu cérebro para trabalhar. Partes de seu córtex cerebral entram em ação, criando sinapses (conexões entre os neurônios) mais complexas. Nessa reconfiguração dos neurônios está a chave para manter sua cabeça tão saudável (e jovem) como seu corpo. "Quanto mais ativo o cérebro, menor o risco de você desenvolver doenças degenerativas, como o mal de Alzheimer", afirma Joe Signorole, pesquisador da área de exercícios da Universidade de Miami (EUA).
Os halteres, portanto, são ferramentas eficientes para malhar também sua massa cinzenta. Ao se exercitar nas barras livres e nos aparelhos, você progride fazendo as seqüências de exercícios com cargas mais pesadas, mas os padrões neurológicos em seu cérebro mudam muito pouco. Com halteres, você aciona simultaneamente vários grupos musculares, dando mais trabalho tanto ao corpo quanto ao cérebro.
Este abdominal avançado acaba com seu estoque de gordura
Um treino com halteres para você mexer o corpo todo
O preparador físico americano Juan Carlos Santana, diretor do Instituto da Performance Humana, da Flórida (EUA), formulou este programa de treinamento com halteres. Ele beneficia todos os tipos de homens, dos iniciantes aos veteranos, incluindo aqueles que pretendem começar a malhar em casa.
O programa básico vale para qualquer cara - mesmo os que já estão mais avançados no treino podem obter ganhos significativos com ele. As variações intermediárias (para quem vem malhando regularmente há três meses ou mais) ensinam a tornar os exercícios básicos mais pesados. As variações avançadas são mais puxadas — só opte por elas se você treina há pelo menos um ano. Malhadores de longa data também podem juntar as três variações num mesmo treino. Se esse for o seu caso, você pode adotar a rotina básica como aquecimento e depois executar as opções intermediárias e avançadas para desafiar seus músculos de todas as formas possíveis. Não importa o nível que você escolha, veja como executá-lo de acordo com sua meta:
>> GANHO BÁSICO DE FORÇA E MASSA MUSCULAR
Faça uma série de 8 a 12 repetições de cada exercício. Descanse um minuto entre elas.
>> QUEIMA DE GORDURA
Execute o treino em forma de circuito: faça uma série de 8 a 12 repetições de cada exercício e repita uma ou duas vezes com o menor descanso possível entre os exercícios.
>> GANHO AGRESSIVO DE MASSA MUSCULAR
Faça três séries de seis a dez repetições de cada exercício. Você pode substituir os supinos que costuma executar no banco pela flexão ou flexão em T. Descanse de um a dois minutos entre as séries.
>> GANHO AGRESSIVO DE FORÇA E MASSA MUSCULAR
Faça de três a cinco séries de três a seis repetições dos primeiros quatro exercícios e uma série de 10 a 12 repetições dos outros. Você pode substituir o supino pela flexão. Descanse de dois a três minutos entre as séries.
Siga nosso programa de exercícios
PEITO/TRICEPS
Flexão de braço com halteres
Posicione-se para a flexão com os braços retos, mãos sobre os halteres (eles devem ter um formato que não permita que deslizem pelo chão). Abaixe lentamente o corpo, faça uma pausa e volte à posição inicial.
Intermediário: Flexão em T com um halter
Fique na posição de flexão com a mão esquerda apoiada no chão e, na direita, o halter. Abaixe-se e depois eleve o tronco, girando-o de modo a levantar o braço direito e o halter bem acima do ombro. Seu corpo deve formar um T. Abaixe-se e repita o exercício com o halter na outra mão.
Avançado: Flexão em T com dois halteres(na ilustração acima)
Posicione-se para executar uma flexão de braço com um halter em cada mão. Faça a flexão e, ao subir, gire o tronco e estique o braço de modo a levantar o peso bem acima do ombro. Abaixe-se novamente e repita o exercício do outro lado.
COSTAS
Remada curvada(abaixo)
Em pé, com os pés paralelos e afastados na linha dos ombros, incline-se para a frente até que o peito fique paralelo ao solo e segure os halteres com os braços estendidos. Traga os pesos até a altura do peito e abaixe-os lentamente.
Intermediário: remada curvada com um braço
Em pé, posicione o pé direito à frente e segure o halter na mão esquerda. Curve-se para a frente e deixe o halter dependurado. Levante-o até a altura do peito, faça uma pausa e abaixe-o. Termine a série, troque de lado e repita.
Avançado: remada curvada alternada
Em pé, coloque o pé direito à frente. Curve-se de forma que os halteres fiquem dependurados logo abaixo dos ombros, com as palmas das mãos voltadas para dentro. Eleve o halter esquerdo para o lado esquerdo da cintura e, ao descer, eleve o halter direito. Alterne durante metade das repetições na série, reposicione as pernas, para que o pé esquerdo fique à frente, e termine a série.
OMBROS
Desenvolvimento alternado
Fique em pé segurando os halteres ao lado dos ombros. Eleve o esquerdo sobre sua cabeça ao se curvar para a direita. À medida que abaixar um peso, eleve o outro, inclinando-se para a esquerda.
Intermediário: desenvolvimento com rotação
(à direita)
Execute da mesma forma que o desenvolvimento alternado, mas gire o tronco em vez de se curvar em cada repetição.
Avançado: desenvolvimento com rosca direta
Em pé, mantenha os halteres ao lado do corpo, com as palmas das mãos para a frente. Traga-os até os ombros e gire as mãos para fora à medida que você os eleva acima da cabeça.
BÍCEPS
Rosca direta alternada
Posicione-se em pé, com os halteres ao lado do corpo, palmas voltadas para a frente. Eleve um deles em direção aos ombros e depois o abaixe lentamente enquanto levanta o outro.
Intermediário: gancho com rotação de tronco
(à esquerda)
Segure os halteres com os braços flexionados. Erga um deles, girando o tronco como se fosse dar um gancho de boxe. Repita com o outro braço.
Avançado: faça o desenvolvimento com rosca direta descrito na série de exercícios para os ombros (acima, nesta página). Ele também trabalha bem os bíceps.
ABDOME
Abdominal lateral(à esquerda)
Deite com os joelhos flexionados e os pés apoiados no chão. Segure um halter sobre o ombro esquerdo com as mãos. Eleve o tronco, girando-o para a direita e levando o halter para a parte direita do quadril. Abaixe o corpo, termine a série e repita do outro lado.
Intermediário: rotação de tronco acelerada(à direita)
Em pé, segure um halter com as duas mãos em frente ao abdome. Gire 90 graus à direita e, em seguida, 180 graus à esquerda. Mantenha os músculos abdominais o mais rígidos possível e execute movimentos rápidos.
Avançado: lenhador(à esquerda)
Em pé, segure o halter com as duas mãos próximo à orelha direita. Flexione os músculos abdominais e gire o torso para a esquerda à medida que você abaixa o halter em direção à parte externa do joelho esquerdo. Volte à posição inicial, termine a série e repita do outro lado.
MEMBROS INFERIORES
Agachamento
Em pé, segure os halteres na lateral das coxas. Abaixe-se lentamente até que elas fiquem paralelas ao chão. Faça uma pausa e volte à posição inicial.
Intermediário: agachamento com salto(à direita)
Agache-se, dê impulso para cima, procurando saltar o mais alto possível. Aterrisse com os joelhos levemente flexionados, imediatamente volte a se agachar, como na posição inicial, e repita o salto.
Avançado: agachamento com salto alternado
Em pé, posicione o pé esquerdo bem à frente do direito, mantendo os halteres ao lado do corpo. Salte e troque a posição dos pés no ar, aterrissando com o pé direito à frente e os joelhos flexionados. Rapidamente, abaixe-se até que o joelho à frente dobre a 90 graus e repita.
Por: Lou Schuler e Wilson Weigl
Foto: Mark Havriliak
Publicado 05/03/2009
"Mens Sana in Corpore Sano" A expressão foi popularizada pelo provérbio latino "Mens Sana in Corpore Sano" o que significa simplesmente "Mente sã em corpo são". Este provérbio pretende chamar a atenção para a união e complementaridade existente (ou que deve existir) entre o corpo e a mente.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Número de brasileiros que fazem exercício diminui Pesquisa do Ministério da Saúde aponta que 16,4% dos adultos são sedentários
Ao contrário da maioria das celebridades, boa parte dos brasileiros não pratica exercícios físicos regulares e preferem ficar horas na frente da TV
Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (7) pelo Ministério da Saúde aponta um aumento no número de pessoas sedentárias no país, ou seja, quem não pratica exercícios físicos regularmente, chegando a 16,4% da população. Esse índice é 24% maior do que o registrado em 2006, quando era de 13,2%.
De acordo com o levantamento, apenas 14,7% dos brasileiros adultos se exercitam pelo menos durante 30 minutos diários, cinco vezes por semana. Considerando aqueles que se deslocam para o trabalho ou para escola a pé ou de bicicleta, o índice sobe para 30,8%.
Uma das causas do sedentarismo é a troca os exercícios pela televisão. Segundo a pesquisa, 25,8% passam de três ou mais horas em frente à TV em cinco ou mais dias da semana. De acordo com a uma das responsáveis pela pesquisa, Deborah Malta, “isso demonstra que as pessoas optam cada vez mais por um lazer passivo ao invés de praticar esportes ou outras atividades físicas”.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que esteve no evento de lançamento da pesquisa, alerta que os exercícios físicos aliados à boa alimentação podem prevenir doenças crônicas.
- A alimentação adequada e a prática regular de exercício ajudam a prevenir doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e câncer. O Ministério tem estimulado hábitos saudáveis, espaços de convivência e para esportes nas cidades brasileiras, com repasse de verbas, e com ações de promoção da saúde nas equipes de saúde da família e por meio do Programa Saúde na Escola.
Alimentação
Junto à falta de exercícios, a pesquisa constatou que o brasileiro passou a comer mais
frutas e hortaliças se comparado ao ano passado. Ao menos 30,4% da população com mais de 18 anos opta por estes alimentos durante cinco ou mais dias na semana, ante 19,8% em 2009 e duas vezes mais do que em 2006, 7,1%. Ao mesmo tempo, a pesquisa mostra que houve aumento no consumo de produtos gordurosos, refrigerantes e sucos de caixinha.
Ao todo, 76% dos adultos bebem esses produtos pelo menos uma vez na semana e 27,9%, cinco vezes ou mais na semana. O consumo regular, quase todo dia, aumentou 13,4% em um ano. Em 2008, 24,6% da população bebia refrigerantes cinco ou mais vezes na semana. Entre os mais jovens, de 18 a 24 anos, o índice é ainda maior, 42,1% bebem refrigerantes quase todos os dias. Além disso, as versões light ou diet do produto não são tão requisitadas. Só 15% da população adulta optam por eles.
O leite com teor integral de gordura também é o preferido: 58,4% da população consomem esse produto cinco ou mais vezes na semana. Um aumento de quase 2% em três anos. Em 2006, 57,4% da população preferiam os integrais ao invés de desnatados ou semidesnatados. Para a coordenadora da pesquisa, o fato de grande parte dos brasileiros terem deixado de almoçar em casa em virtude do trabalho, faz com que escolham alimentos mais gordurosos.
- Tem reduzido o percentual de pessoas que almoçam em casa ou preparam sua refeição, e assim as pessoas acabam optando por alimentos mais práticos e, geralmente, mais gordurosos, como os pré-cozidos, enlatados ou mesmo os fast-food.
Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (7) pelo Ministério da Saúde aponta um aumento no número de pessoas sedentárias no país, ou seja, quem não pratica exercícios físicos regularmente, chegando a 16,4% da população. Esse índice é 24% maior do que o registrado em 2006, quando era de 13,2%.
De acordo com o levantamento, apenas 14,7% dos brasileiros adultos se exercitam pelo menos durante 30 minutos diários, cinco vezes por semana. Considerando aqueles que se deslocam para o trabalho ou para escola a pé ou de bicicleta, o índice sobe para 30,8%.
Uma das causas do sedentarismo é a troca os exercícios pela televisão. Segundo a pesquisa, 25,8% passam de três ou mais horas em frente à TV em cinco ou mais dias da semana. De acordo com a uma das responsáveis pela pesquisa, Deborah Malta, “isso demonstra que as pessoas optam cada vez mais por um lazer passivo ao invés de praticar esportes ou outras atividades físicas”.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que esteve no evento de lançamento da pesquisa, alerta que os exercícios físicos aliados à boa alimentação podem prevenir doenças crônicas.
- A alimentação adequada e a prática regular de exercício ajudam a prevenir doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e câncer. O Ministério tem estimulado hábitos saudáveis, espaços de convivência e para esportes nas cidades brasileiras, com repasse de verbas, e com ações de promoção da saúde nas equipes de saúde da família e por meio do Programa Saúde na Escola.
Alimentação
Junto à falta de exercícios, a pesquisa constatou que o brasileiro passou a comer mais
frutas e hortaliças se comparado ao ano passado. Ao menos 30,4% da população com mais de 18 anos opta por estes alimentos durante cinco ou mais dias na semana, ante 19,8% em 2009 e duas vezes mais do que em 2006, 7,1%. Ao mesmo tempo, a pesquisa mostra que houve aumento no consumo de produtos gordurosos, refrigerantes e sucos de caixinha.
Ao todo, 76% dos adultos bebem esses produtos pelo menos uma vez na semana e 27,9%, cinco vezes ou mais na semana. O consumo regular, quase todo dia, aumentou 13,4% em um ano. Em 2008, 24,6% da população bebia refrigerantes cinco ou mais vezes na semana. Entre os mais jovens, de 18 a 24 anos, o índice é ainda maior, 42,1% bebem refrigerantes quase todos os dias. Além disso, as versões light ou diet do produto não são tão requisitadas. Só 15% da população adulta optam por eles.
O leite com teor integral de gordura também é o preferido: 58,4% da população consomem esse produto cinco ou mais vezes na semana. Um aumento de quase 2% em três anos. Em 2006, 57,4% da população preferiam os integrais ao invés de desnatados ou semidesnatados. Para a coordenadora da pesquisa, o fato de grande parte dos brasileiros terem deixado de almoçar em casa em virtude do trabalho, faz com que escolham alimentos mais gordurosos.
- Tem reduzido o percentual de pessoas que almoçam em casa ou preparam sua refeição, e assim as pessoas acabam optando por alimentos mais práticos e, geralmente, mais gordurosos, como os pré-cozidos, enlatados ou mesmo os fast-food.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Para emagrecer: musculação ou aeróbico?
Você fica na dúvida na hora de escolher uma modalidade para alcançar o corpo dos seus sonhos? Descubra qual a melhor opção e comece a queimar calorias
Escolha certo
Qual é melhor para emagrecer? As duas! Para obter os resultados tão desejados é importante combinar musculação com aeróbicos e alimentação saudável. Você já deve estar cansada de ouvir sobre alimentação saudável – se você ingerir mais energia do que gasta durante o dia, com certeza irá engordar. O que você não sabe é que essa combinação é mais do eficiente no processo de emagrecimento.
Por exigir grandes esforços específicos, a musculação é a recomendação do personal Julio para quem deseja emagrecer. Mas esclarece que “apesar de ser um excelente exercício, não faz milagres. O que controla o peso do ser humano é o balanço calórico, isto é, o que ele ingere por meio da alimentação o que o organismo gasta diariamente. Não é porque começou a praticar esse tipo de exercício que vai emagrecer”.
Lembrando que as recomendações dependem dos objetivos de cada pessoa uma possibilidade para facilitar o emagrecimento é a seguinte seqüência: alongamento, exercícios de musculação e exercícios aeróbicos. Os aeróbicos depois do alongamento podem atrapalhar a musculação, diminuindo o rendimento dos músculos. Por isso deixá-los por último é uma boa opção.
Não esqueça: conforme você for atingindo os resultados desejados, com um programa de exercícios bem estruturados e muito bem realizados, a sua alimentação também precisará ser repensada. Afinal um corpo diferente exige uma quantidade de energia diferente, o que deve ser refletido nas suas refeições. Agora que você já sabe disso, comece hoje mesmo a ficar mais bonita!
Fonte: Julio Marchetti - personal trainer
Escolha certo
Qual é melhor para emagrecer? As duas! Para obter os resultados tão desejados é importante combinar musculação com aeróbicos e alimentação saudável. Você já deve estar cansada de ouvir sobre alimentação saudável – se você ingerir mais energia do que gasta durante o dia, com certeza irá engordar. O que você não sabe é que essa combinação é mais do eficiente no processo de emagrecimento.
Por exigir grandes esforços específicos, a musculação é a recomendação do personal Julio para quem deseja emagrecer. Mas esclarece que “apesar de ser um excelente exercício, não faz milagres. O que controla o peso do ser humano é o balanço calórico, isto é, o que ele ingere por meio da alimentação o que o organismo gasta diariamente. Não é porque começou a praticar esse tipo de exercício que vai emagrecer”.
Lembrando que as recomendações dependem dos objetivos de cada pessoa uma possibilidade para facilitar o emagrecimento é a seguinte seqüência: alongamento, exercícios de musculação e exercícios aeróbicos. Os aeróbicos depois do alongamento podem atrapalhar a musculação, diminuindo o rendimento dos músculos. Por isso deixá-los por último é uma boa opção.
Não esqueça: conforme você for atingindo os resultados desejados, com um programa de exercícios bem estruturados e muito bem realizados, a sua alimentação também precisará ser repensada. Afinal um corpo diferente exige uma quantidade de energia diferente, o que deve ser refletido nas suas refeições. Agora que você já sabe disso, comece hoje mesmo a ficar mais bonita!
Fonte: Julio Marchetti - personal trainer
Para emagrecer: musculação ou aeróbico? Você fica na dúvida na hora de escolher uma modalidade para alcançar o corpo dos seus sonhos? Descubra qual a melhor opção e comece a queimar calorias
Por Eliane Terrataca
A maioria das pessoas fica confusa quando resolve decidir o que fazer para perder peso, ficar mais saudável e feliz com o corpo. Por isso é importante aprender as diferenças de cada modalidade para conhecê-las e escolher um programa que seja mais interessante a fim de atingir os objetivos.
Musculação
É um treino de força. Durante a série, grande parte do sangue é desviado para a região que está sendo trabalhada, o que aumenta a vascularização e oxigenação do local. Qualquer um pode fazer, desde que liberado pelo seu médico após exames clínicos. "Pessoas com pressão alta, bem como as que realizaram cirurgias cardíacas ou ainda as que possuem outras limitações patológicas estão liberadas quando acompanhadas profissionalmente”, de acordo com o personal trainer Julio Marchetti.
A musculação também queima mais calorias que exercícios aeróbicos porque o corpo começa a gastar muito mais energia. É fácil de entender: "quando os músculos ficam mais condicionados o metabolismo fica mais acelerado e consome mais calorias durante o dia para manter esse estado físico. É o mesmo efeito de remédios de emagrecimento, mas de maneira natural", afirma Julio.
Aeróbico
É um treino de resistência. Gera energia para os músculos e proporciona maior oxigenação. Por esta razão, nem todos podem praticar estes exercícios, já que exige grande esforço cardiovascular. Outra diferença é que “os aeróbios não proporcionam um aumento considerável de massa muscular, não estimulam os músculos do tronco nem dos membros superiores”, afirma o especialista.
É importante destacar aqui que a sua escolha está diretamente relacionada aos resultados que deseja atingir e às condições físicas individuais.
A maioria das pessoas fica confusa quando resolve decidir o que fazer para perder peso, ficar mais saudável e feliz com o corpo. Por isso é importante aprender as diferenças de cada modalidade para conhecê-las e escolher um programa que seja mais interessante a fim de atingir os objetivos.
Musculação
É um treino de força. Durante a série, grande parte do sangue é desviado para a região que está sendo trabalhada, o que aumenta a vascularização e oxigenação do local. Qualquer um pode fazer, desde que liberado pelo seu médico após exames clínicos. "Pessoas com pressão alta, bem como as que realizaram cirurgias cardíacas ou ainda as que possuem outras limitações patológicas estão liberadas quando acompanhadas profissionalmente”, de acordo com o personal trainer Julio Marchetti.
A musculação também queima mais calorias que exercícios aeróbicos porque o corpo começa a gastar muito mais energia. É fácil de entender: "quando os músculos ficam mais condicionados o metabolismo fica mais acelerado e consome mais calorias durante o dia para manter esse estado físico. É o mesmo efeito de remédios de emagrecimento, mas de maneira natural", afirma Julio.
Aeróbico
É um treino de resistência. Gera energia para os músculos e proporciona maior oxigenação. Por esta razão, nem todos podem praticar estes exercícios, já que exige grande esforço cardiovascular. Outra diferença é que “os aeróbios não proporcionam um aumento considerável de massa muscular, não estimulam os músculos do tronco nem dos membros superiores”, afirma o especialista.
É importante destacar aqui que a sua escolha está diretamente relacionada aos resultados que deseja atingir e às condições físicas individuais.
Homens: conquistem barriga tanquinho já! Parece difícil se livrar daquele antiestético voluminho de chopp, mas com esforço e persistência é possível chegar lá
A correria que faz parte dos dias atuais é justificativa para muita gente cair na inatividade. Junta-se uma pitada de alimentação inadequada e uma açãozinha da genética nesse caldeirão e está criada a receita para aquela saliente e incômoda barriguinha que é a reclamação de muitos homens.
E já não adianta apenas o futebol de fim de semana ou uma corrida no parque mais próximo para eliminar o problema. Por mais suor que se desprenda nessas atividades, o volume continua ali, causando insatisfação e, às vezes, embaraço. Não importa também ser magrinho, apresentar peso normal de acordo com o índice de massa corporal (IMC).
Um indivíduo pode medir 1,80 m e pesar 70 quilos, o que aparentemente o qualifica com um porte invejável. No entanto, pouco vale quando alguns quilinhos extras estão estrategicamente localizados na região abdominal. Triste, mas verdade. E o pior: como é suado perder tão ingrato excesso quando não se tem orientação adequada...
Lamúrias à parte, a notícia boa é que é possível sim obter aquela barriguinha chapada, tipo tanquinho, cheia de gominhos, que tanto atrai sua parceira quando aquele modelo ou ator aparece na tevê sem camiseta. Ela pode até já ter dito que não liga para isso e que há coisas mais importantes. Saiba que ela disse a verdade na segunda parte da frase e mentiu na primeira.
No fundo, todas elas sonham com o homem perfeito, o que inclui, entre outras coisas, intelecto, boas maneiras e, claro, corpo perfeito. Para o consolo do nosso leitor, de tudo que elas desejam em nós, ter o corpo sarado é a parte mais fácil. Portanto, não há por que desanimar agora.
SIM, É POSSÍVEL
Para o professor da Bio Ritmo, Rodrigo Spinel, para conseguir a sonhada barriga tanquinho não tem mistério. “O segredo é conciliar exercícios aeróbios com exercícios abdominais e alimentação equilibrada”, revela.
E já não adianta apenas o futebol de fim de semana ou uma corrida no parque mais próximo para eliminar o problema. Por mais suor que se desprenda nessas atividades, o volume continua ali, causando insatisfação e, às vezes, embaraço. Não importa também ser magrinho, apresentar peso normal de acordo com o índice de massa corporal (IMC).
Um indivíduo pode medir 1,80 m e pesar 70 quilos, o que aparentemente o qualifica com um porte invejável. No entanto, pouco vale quando alguns quilinhos extras estão estrategicamente localizados na região abdominal. Triste, mas verdade. E o pior: como é suado perder tão ingrato excesso quando não se tem orientação adequada...
Lamúrias à parte, a notícia boa é que é possível sim obter aquela barriguinha chapada, tipo tanquinho, cheia de gominhos, que tanto atrai sua parceira quando aquele modelo ou ator aparece na tevê sem camiseta. Ela pode até já ter dito que não liga para isso e que há coisas mais importantes. Saiba que ela disse a verdade na segunda parte da frase e mentiu na primeira.
No fundo, todas elas sonham com o homem perfeito, o que inclui, entre outras coisas, intelecto, boas maneiras e, claro, corpo perfeito. Para o consolo do nosso leitor, de tudo que elas desejam em nós, ter o corpo sarado é a parte mais fácil. Portanto, não há por que desanimar agora.
SIM, É POSSÍVEL
Para o professor da Bio Ritmo, Rodrigo Spinel, para conseguir a sonhada barriga tanquinho não tem mistério. “O segredo é conciliar exercícios aeróbios com exercícios abdominais e alimentação equilibrada”, revela.
Os benefícios da prática regular de exercícios é a doença coronariana!
As pessoas que se exercitam regularmente, de forma moderada, morrem menos de doença cardíaca isquêmica, 30% a 40% menos do que os sedentários. Um trabalho científico mostrou que em pacientes com obstrução de duas ou mais artérias coronárias, o treinamento físico levava a resultados semelhantes aos obtidos com o tratamento convencional por angioplastia (dilatação mecânica da artéria obstruída).
A doença coronariana começa na parede da artéria com o depósito de gordura em placas que poderão levar ao estreitamento e obstrução completa impedindo o fluxo normal do sangue. O segredo do efeito benéfico do exercício sobre as artérias também parece estar nessas paredes.
O esforço físico e o consequente aumento da demanda de sangue pelos músculos levam ao aumento do diâmetro das artérias, que se dilatam para permitir o fluxo aumentado. As artérias doentes com deposito de gordura perdem essa capacidade, levando a um fluxo menor do que o necessário durante o esforço.
A dilatação das artérias é mediada por composto químico, o oxido nítrico que é produzido nas paredes das artérias. A produção desse composto está diminuída nos quadros de doença cardíaca.
O exercício leva ao aumento da pressão sobre as paredes das artérias, estimulando a produção de óxido nítrico. Estudos mostram que após quatro semanas de treinamento a produção de óxido nítrico está normalizada em pacientes com doença arterial conhecida.
A doença coronariana começa na parede da artéria com o depósito de gordura em placas que poderão levar ao estreitamento e obstrução completa impedindo o fluxo normal do sangue. O segredo do efeito benéfico do exercício sobre as artérias também parece estar nessas paredes.
O esforço físico e o consequente aumento da demanda de sangue pelos músculos levam ao aumento do diâmetro das artérias, que se dilatam para permitir o fluxo aumentado. As artérias doentes com deposito de gordura perdem essa capacidade, levando a um fluxo menor do que o necessário durante o esforço.
A dilatação das artérias é mediada por composto químico, o oxido nítrico que é produzido nas paredes das artérias. A produção desse composto está diminuída nos quadros de doença cardíaca.
O exercício leva ao aumento da pressão sobre as paredes das artérias, estimulando a produção de óxido nítrico. Estudos mostram que após quatro semanas de treinamento a produção de óxido nítrico está normalizada em pacientes com doença arterial conhecida.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Coxa grande pode indicar risco menor de doenças cardíacas, diz estudo
Pesquisa diz que coxas estreitas podem indicar falta de massa muscular para processar insulina.
Da BBC
Homens e mulheres cujas coxas têm circunferência superior a 60 centímetros têm menor risco de desenvolver doenças cardíacas, aponta um estudo do Hospital da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, com 3.000 pessoas.
O benefício ocorre mesmo quando fatores como gordura corporal, cigarros e colesterol do sangue são levados em consideração, afirmam os cientistas, cuja pesquisa foi publicada na revista especializada "British Medical Journal".
Para os pesquisadores, aqueles com coxas estreitas podem não ter massa muscular suficiente para processar a insulina de maneira apropriada, aumentando o risco de diabetes e, por consequência, de doenças cardíacas.
Os especialistas, no entanto, ressaltaram que a pesquisa precisa ser corroborada por outros estudos.
Eles dizem que ainda é cedo para mudar as orientações sobre dietas e exercícios para evitar doenças cardíacas, mas que a circunferência da coxa pode ser usada como um sinal de risco.
O estudo acompanhou 3.000 homens e mulheres na Dinamarca por mais de dez anos. Os voluntários tiveram a altura, o peso e a circunferência das coxas, cintura e quadris medidos. A porcentagem de gordura corporal também foi calculada.
A circunferência da coxa foi medida logo abaixo dos glúteos. Os pesquisadores ainda avaliaram os níveis de atividade física dos participantes, se eles eram fumantes, sua pressão sanguínea e os níveis de colesterol.
O estudo então monitorou a incidência de doenças cardíacas nos pacientes por mais de dez anos e a taxa de mortes por um período de 12 anos e meio.
Medida
Durante este período, 257 homens e 155 mulheres morreram, 263 homens e 143 mulheres desenvolveram doenças cardiovasculares e 103 homens e 34 mulheres sofreram de doenças cardíacas.
Segundo os pesquisadores, aqueles com as coxas menores - de circunferência inferior a 50 cm - tinham o dobro de risco de morte prematura ou de desenvolver sérios problemas de saúde.
"O aumento do risco se deu independentemente da obesidade geral e abdominal e de fatores de risco cardiovasculares ou ligados ao estilo de vida, como pressão sanguínea", disse Berit Heitmann, que chefiou a pesquisa.
"Além disso, concluímos que o risco estava mais relacionado à circunferência das coxas do que à da cintura", completou.
"É uma medida muito simples, muito grosseira, mas parece ter um efeito individual. E pode ser uma forma de médicos avaliarem riscos."
"O bom é que se você tiver coxas finas você pode fazer algo, como se exercitar."
Estudos anteriores já indicaram que uma cintura com circunferência superior a 88,9 cm para as mulheres e a 101,6 cm para os homens indica alto risco de desenvolver diabetes e doenças cardíacas.
A equipe do Hospital da Universidade de Copenhague afirma que o risco demonstrado por coxas "estreitas" pode ser associado à baixa massa muscular.
Os cientistas afirmam que esta baixa massa muscular pode fazer com que o corpo não responda bem à insulina, aumentando o risco de diabetes tipo 2 e, a longo prazo, de desenvolvimento de doenças cardíacas.
Baixos índices de gordura também podem provocar mudanças adversas no modo como o corpo processa os alimentos.
'Boa notícia'
Mas, para a enfermeira sênior especializada em doenças cardíacas Judy O'Sullivan, da British Heart Foundation, "ainda não há provas suficientes para confirmar que a baixa circunferência da coxa afete o risco de alguém desenvolver doenças cardiovasculares".
"Mas a baixa massa muscular está associada ao baixo nível de atividades físicas, considerado um fator de risco já estabelecido para o desenvolvimento de doenças cardíacas", disse ela.
Tam Fry, do Fórum Nacional de Obesidade da Grã-Bretanha, concorda que são necessários mais estudos. "Este é um trabalho muito interessante e que vai ligeiramente contra nossa intuição, mas tem que ser respeitado por causa do número de pacientes avaliados e da duração da pesquisa."
Da BBC
Homens e mulheres cujas coxas têm circunferência superior a 60 centímetros têm menor risco de desenvolver doenças cardíacas, aponta um estudo do Hospital da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, com 3.000 pessoas.
O benefício ocorre mesmo quando fatores como gordura corporal, cigarros e colesterol do sangue são levados em consideração, afirmam os cientistas, cuja pesquisa foi publicada na revista especializada "British Medical Journal".
Para os pesquisadores, aqueles com coxas estreitas podem não ter massa muscular suficiente para processar a insulina de maneira apropriada, aumentando o risco de diabetes e, por consequência, de doenças cardíacas.
Os especialistas, no entanto, ressaltaram que a pesquisa precisa ser corroborada por outros estudos.
Eles dizem que ainda é cedo para mudar as orientações sobre dietas e exercícios para evitar doenças cardíacas, mas que a circunferência da coxa pode ser usada como um sinal de risco.
O estudo acompanhou 3.000 homens e mulheres na Dinamarca por mais de dez anos. Os voluntários tiveram a altura, o peso e a circunferência das coxas, cintura e quadris medidos. A porcentagem de gordura corporal também foi calculada.
A circunferência da coxa foi medida logo abaixo dos glúteos. Os pesquisadores ainda avaliaram os níveis de atividade física dos participantes, se eles eram fumantes, sua pressão sanguínea e os níveis de colesterol.
O estudo então monitorou a incidência de doenças cardíacas nos pacientes por mais de dez anos e a taxa de mortes por um período de 12 anos e meio.
Medida
Durante este período, 257 homens e 155 mulheres morreram, 263 homens e 143 mulheres desenvolveram doenças cardiovasculares e 103 homens e 34 mulheres sofreram de doenças cardíacas.
Segundo os pesquisadores, aqueles com as coxas menores - de circunferência inferior a 50 cm - tinham o dobro de risco de morte prematura ou de desenvolver sérios problemas de saúde.
"O aumento do risco se deu independentemente da obesidade geral e abdominal e de fatores de risco cardiovasculares ou ligados ao estilo de vida, como pressão sanguínea", disse Berit Heitmann, que chefiou a pesquisa.
"Além disso, concluímos que o risco estava mais relacionado à circunferência das coxas do que à da cintura", completou.
"É uma medida muito simples, muito grosseira, mas parece ter um efeito individual. E pode ser uma forma de médicos avaliarem riscos."
"O bom é que se você tiver coxas finas você pode fazer algo, como se exercitar."
Estudos anteriores já indicaram que uma cintura com circunferência superior a 88,9 cm para as mulheres e a 101,6 cm para os homens indica alto risco de desenvolver diabetes e doenças cardíacas.
A equipe do Hospital da Universidade de Copenhague afirma que o risco demonstrado por coxas "estreitas" pode ser associado à baixa massa muscular.
Os cientistas afirmam que esta baixa massa muscular pode fazer com que o corpo não responda bem à insulina, aumentando o risco de diabetes tipo 2 e, a longo prazo, de desenvolvimento de doenças cardíacas.
Baixos índices de gordura também podem provocar mudanças adversas no modo como o corpo processa os alimentos.
'Boa notícia'
Mas, para a enfermeira sênior especializada em doenças cardíacas Judy O'Sullivan, da British Heart Foundation, "ainda não há provas suficientes para confirmar que a baixa circunferência da coxa afete o risco de alguém desenvolver doenças cardiovasculares".
"Mas a baixa massa muscular está associada ao baixo nível de atividades físicas, considerado um fator de risco já estabelecido para o desenvolvimento de doenças cardíacas", disse ela.
Tam Fry, do Fórum Nacional de Obesidade da Grã-Bretanha, concorda que são necessários mais estudos. "Este é um trabalho muito interessante e que vai ligeiramente contra nossa intuição, mas tem que ser respeitado por causa do número de pacientes avaliados e da duração da pesquisa."
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